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Olá,

Sejam muito bem vindos!

It's not me, it's you

It's not me, it's you

Comunidade. A palavra do momento.

A que toda a gente menciona, que toda a gente partilha, que toda a gente celebra, que toda a gente quer, a que toda a gente diz que tem.

Mas será isso genuinamente verdade, intrinsecamente verdade?
Eu acho que não. Acho mesmo que é uma expressão chutada para fora, sem noção do seu valor e peso e, até, da sua própria definição.
Uma comunidade junta-se porque tem interesses comuns, que discute, celebra e resolve. Estende a mão, participa, dá e recebe, elevando todos. Encontra soluções e defende pontos de interesse. Está presente, constrói. Escuta e responde. Gera bem-estar e alguma felicidade.

Imagino que estejam de acordo com uma boa parte destes argumentos, certo?
Mas apesar da célebre #CommunityOverCompetition (com 3.3 milhões de publicações) e do desafio (qual o propósito, genuíno e honesto?) que correu o IG há umas semanas, o facto é as pessoas não querem saber de comunidade nenhuma, a não ser que sirva, de forma unidireccional, os seus interesses. As pessoas querem saber de si, da sua vantagem, do seu degrau mais acima.

Fazer parte de uma comunidade é responder aos e-mails dos seus pares (é o trabalho de ambas as partes, lembrem-se disso).

Fazer parte de uma comunidade é estar presente nos seus eventos, dar suporte, dar feedback, confirmar e aparecer, responder atempadamente que não se tem disponibilidade para ir, mas agradecer o convite e retribuir.

Fazer parte de uma comunidade é contribuir, de forma qualitativa, para as discussões, acrescentando valor genuíno às questões.

Fazer parte de uma comunidade é celebrar as vitórias e conquistas dos outros, como se fossem nossas. dar os parabéns sem reservas e brindar com convicção e admiração.

Fazer parte de uma comunidade é estar presente e dar, para receber.

Se não queres dar, não faz mal, mas uma comunidade nunca será a tua casa, por muitas stories que faças e por muitas tags e hashtags que decidas espalhar pela tua concorrência.

Imagem via Shop Love Street.

Identidade e auto-estima

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